PIRATAS DO CARIBE - NO FIM DO MUNDO
Original: PIRATES OF THE CARIBBEAN AT WORLDS END
Produtora: WALT DISNEY
Ano de Produção: 2007

País de Origem:
EUA
A CORTE DA CONFRARIA
O último dos fabulosos cenários construídos no estúdio 2 da Disney para a trilogia Piratas foi a Enseada dos Náufragos, onde a beligerante e dividida Corte da Confraria dos lordes piratas se reúne para elaborar um último plano de ação contra o massacre de Beckett e da armada da Companhia das Índias Orientais. “A Enseada dos Náufragos foi concebida por Gore como uma espécie de casa de repouso para piratas idosos e incluía a carcaça de vários navios naufragados, escondida dentro de um vulcão”, explica Heinrichs. “A reunião da Corte da Confraria acontece em uma dessas carcaças e do lado de fora da estrutura nós estendemos o cenário com uma pintura de fundo de mais de 90 metros de comprimento lindamente desenhada e pintada no bom e velho estilo Hollywood.” "A Corte da Confraria não tem base histórica", observa os roteiristas. “Havia uma confederação indefinida de piratas chamada Confraria da Costa”, diz Ted Elliott. “E é só uma idéia divertida de ter um bando de piratas reunidos para tomar decisões. O capitão Sao Feng tem uma fala em que diz que piratas só têm duas opções: ou são capitães ou são marujos, e nove capitães tomando uma resolução significa que há oito capitães a mais. Nós também queríamos dar um toque mais internacional, de forma que os lordes piratas são de todas as partes do mundo.”

Na verdade, embora Elliott e Rossio alegremente admitam que com freqüência brincam (e aqui "brincam" é a palavra adequada) livremente com a história, em toda brincadeira há toques de verdades. Na verdade, a maior parte dos lordes piratas se baseia em bucaneiros históricos e, embora eles não tenham necessariamente vivido na mesma era cronológica apresentada em No Fim do Mundo (At World’s End), o capitão Chevalle; Ammand, o Corsário; o senhor Jocard; a Madame Ching; o capitão Villanueva; e Sri Subhajee deixaram suas marcas nas crônicas das trapaças do alto mar.

No evocativo cenário de Heinrichs, um piso instável de tábuas cambaleantes que liga uma velha carcaça à outra, com a sala de reunião da Corte da Confraria maravilhosamente iluminada por cerca de 3.500 velas. Figuras de proa de navios saqueados que são usadas como decoração servem para a prática de tiro ao alvo pelos desordeiros lordes piratas, e estão perfuradas por uma variedade de espadas, machados e punhais. A longa mesa de madeira na qual os lordes piratas se reúnem foi desenhada por Heinrichs e Cheryl Carasik, e construída nas oficinas dos estúdios Walt Disney. “Nós também fizemos um candelabro a partir de uma âncora, que parece ser de ferro, mas que na verdade é de espuma”, explica Carasik. “Então pegamos várias caixas de velas e pingamos parafina sobre o candelabro. Nós devemos ter utilizado cerca de mil velas para conseguir aquele efeito!”

A filmagem da seqüência, que foi feita ao longo de um período de sete dias em meados de setembro de 2006, foi bastante complexa. O cenário estava entupido com astros do filme e uma série de coloridos lordes piratas dos sete mares (interpretados por alguns dos atores mais consagrados internacionalmente, incluindo Ghassan Massoud, da Síria que, por coincidência, interpretou Saladin ao lado de Orlando Bloom em Cruzadas (Kingdom of Heaven).

Então veio a questão de quem seria o escolhido para ser o capitão Teague, o Guardião do Código, o Código Pirata, ao qual mesmo o mais trapaceiro e canalha dos piratas deve obedecer religiosamente, sob pena de perder seus próprios corpo e almas. Mas a escolha já havia sido previamente feita. Por quase um ano, rumores davam conta de que seria ninguém menos do que Keith Richards, o legendário guitarrista dos Rolling Stones e grande amigo de Johnny Depp que, muito sinceramente, havia admitido ter se inspirado nele para criar o estilo e as características do capitão Jack Sparrow. E os rumores, só para variar um pouco, eram verdadeiros. “O tipo de conexão que eu fiz quando pensei pela primeira vez sobre o capitão Jack”, revele Depp, “foi a idéia de que piratas eram os astros de rock daquela época. Seus mitos e lendas chegavam meses antes de eles desembarcarem em um porto, como acontece com os astros de rock.” “Tem a ver com liberdade, cara”, acrescenta Richards. “Abrir a jaula, deixar as feras saírem. Alguém tem que fazer o trabalho sujo. Não tem muito a ver com destruir o sistema. É evitar que o sistema te destrua.

Richards foi compreensivamente cauteloso antes de aceitar o papel do capitão Teague. “Quando li em algum lugar sobre isso, eu pensei: Ai, meu Deus, isto é coisa de Elvis Presley. Você chega lá e canta. Mas quando vi o personagem se encaixar em todo o cenário, então me pareceu bastante natural aceitar o papel. E eles também me fizeram um belo violão.” Dedilhando aquele violão – especialmente desenhado e construído para ele pelo legendário instrumentista Danny Farrington, a pedido do aderecista Kris Peck – e manejando uma bela pistola, Richards foi a sensação da produção e os dias que passou filmando vieram com a força de um furacão. "Foi meio que um tiro no escuro pensar em ter Keith neste papel”, diz Depp. “O fato de ele ter concordado estava acima e além de um sonho que se realizou. Testemunhar sua chegada no set foi inacreditável. Cada um dos membros da equipe, incluindo pessoas que não eram vistas há meses, de repente, surgiram. Foi uma bela e perfeita harmonia.”

Com relação à ligação singular entre os capitães Jack e Teague, Depp diz: “Você tem a sensação de que existe um relacionamento de amor inflexível ali. Teague é um daqueles piratas que te dão um abraço num minuto e atiram no seguinte. Ou talvez ele atire e depois te dê um abraço. Não se sabe o que esperar dele.”
“Foi realmente interessante ver o tipo de respeito mútuo que Keith mostrou ter pelo atores e pela equipe, e o que eles demonstraram ter por ele, por seu talento e por sua longa e celebrada carreira”, nota Jerry Bruckheimer. “Acho que ele se divertiu muito. Na verdade, ele não queria ir embora. Normalmente, quando um ator termina uma cena, ele vai para o trailer até sua cena seguinte. Mas Keith ficava andando pelo set mesmo entre uma cena e outra. Acho que Keith levou sua cadeira personalizada quando foi embora, como uma lembrança da experiência e, com certeza, levou também o seu figurino. Se não levou, eu espero que leve.” “Obedecer ao Código” é uma expressão muito ouvida nos filmes Piratas, mas é só em No Fim do Mundo (At World’s End) que o público realmente tem a oportunidade de ver o livro de verdade… o Pirata Codex, assim denominado em latim, é um livro poderoso de tamanho descomunal que era, na realidade, nada menos do que um objet d’art de extraordinária criatividade. “O livro do Código dos Piratas era algo que estava sendo feito há muito tempo”, explica o aderecista Kristopher E. Peck, de O Baú da Morte (Dead Man’s Chest) e de No Fim do Mundo (At World’s End), nós tínhamos muitas pessoas trabalhando nele. Nunca tinha sido feito anteriormente e precisava ser grande e espetacular. Eu também quis colocar muitos detalhes nele, mesmo que eles acabassem não aparecendo no filme. Mas eu sabia que Gore é muito ligado em detalhes e quis dar a ele opções para filmar. “Tivemos algumas tentativas e erros com Gore e finalmente decidimos que ele não iria vê-lo de novo até que conseguíssemos terminar da forma adequada. Eu falei por telefone com duas pessoas de San Diego: Tom Mallory, que é um redator de um dos jornais da cidade e com Mark Van Stone, que é um especialista em caligrafia antiga e manuscritos. Eu pedi que eles viessem imediatamente para Los Angeles e depois de nossa reunião, nós trabalhamos até as duas da manhã na oficina de produção escolhendo o texto e o escrevendo o mais rápido possível. Tom escreveu o texto baseado no que recebemos dos roteiristas Ted Elliott e Terry Rossio, em coisas que eu tinha descoberto em minhas pesquisas e em pontos importantes do enredo que precisavam ser inseridos. Quando saímos as duas da manhã, já tínhamos terminado o Código.”

Antes disso, Peck e Van Stone haviam feito pesquisas no arquivo de manuscritos da UCLA em busca de inspiração. “Nós entramos no porão e havia uma grande e bonita biblioteca, com pouca luz como se fôssemos ver a Monalisa no Louvre, e havia uma bela mesa de madeira de doze metros de comprimento coberta de manuscritos. Eles colocaram todos aqueles livros antigos pra gente ver e nós estudamos tudo microscopicamente. Mark destacou pequenos detalhes que eu nunca teria percebido, como o fato de que certos pergaminhos tinham folículos de pêlo de porco. Nós passamos dez horas lá e saímos com um grande arquivo de pesquisa em fotos do que gostaríamos de implementar. Pergaminhos eram muito escassos à época, então você conseguia ver que eles tinham raspado a tinta e escreviam por cima ou que tinham costurado pedaços adicionais por cima do papel original. Tentamos nos colocar no mundo pirata, imaginar o que eles fariam, o que comeriam. Talvez tivesse um papagaio no ombro de alguém, e as sementes de girassol que o pássaro estava comendo caíssem no meio do livro, ou cinza de um cachimbo que estivessem fumando ficasse grudada no papel”, explica ele.

Depois que Peck, Mallory e Van Stone concluíram o "primeiro rascunho", o consultor conceitual James Ward Byrkit foi envolvido no processo, fazendo ilustrações e criando outros materiais. “Jim trouxe coisas maravilhosas”, diz Peck, “como um esquema para atacar um barco ou um castelo. Temos todo tipo de coisa no livro, incluindo receitas de cerveja ou onde se pode encontrar o melhor bordel de Cingapura. Jim nos ajudou a criar as características e a textura do Código dos Pirata. Colocamos manchas de vinho, manchas de sangue, sementes de girassol, marcas e selos em cera e adendos que, na verdade, foram costurados nas páginas de pergaminho.”

A dimensão final do Pirata Codex foi de 71cm , e com a capa forrada dois centímetros e meio maior, e a versão “final” do livro pesava uns 36 kg e continha mil páginas de pergaminhos texturizados. “Então tivemos que fazer dois livros”, continua Peck, “porque tínhamos dois homenzinhos no filme, aparentando ter mais de 90 anos, com barbas até aqui, interpretando os piratas bibliotecários, que tinham que carregá-lo. E já que o capitão Teague, interpretado por Keith Richards, é o Guardião do Código, nós queríamos dar a ele algo fácil com que trabalhar. Então a segunda versão pesava só uns quatro quilos e meio.”
NOTAS DA PRODUÇÃO
Sobre A Produção
Toda Saga Deve Ter Um Começo...
Cingapura
Retorno Às Bahamas
Verdadeiros Marujos Em Utah E A Volta Para A Califórnia
A Corte Da Confraria
O Redemoinho
Vestidos Para O Sucesso
Criadores De Piratas
Efeitos Especiais - Redemoinho, Capitães Com Cara De Polvo E Bolas Azuis…
Adereços - Armas, Mapas, Anéis E Tudo Mais
O Final Da História Do Capitão Jack - No Fim Da Produção
Adeus No Havaí
Sobre O Elenco
Sobre A Equipe Técnica
Creditos
 

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