PIRATAS DO CARIBE - NO FIM DO MUNDO
Original: PIRATES OF THE CARIBBEAN AT WORLDS END
Produtora: WALT DISNEY
Ano de Produção: 2007

País de Origem:
EUA
ADEREÇOS - ARMAS, MAPAS, ANÉIS E TUDO MAIS
Em se tratando de armas de todos os países, telescópios pendentes, anéis de Jack Sparrow, moedas de prata que na verdade parecem ser de latão, o livro do Código dos Piratas e praticamente qualquer coisa que se possa imaginar em um mundo pirata, pode-se confiar no aderecista-chefe Kris Peck e em seu alegre time que, por bem ou por mal, aparece com os itens. Com a ajuda do armeiro Harry Lu e do conselheiro histórico Peter Twist, Peck encontrou ou fabricou uma variedade de armas para os piratas de todos os países, para os tripulantes incrustados do Flying Dutchman e para as tropas da Companhia das Índias Orientais.

Como o próprio Gore Verbinski é o primeiro a destacar: fazer cinema é uma arte de colaboração. E nos últimos doze anos, um dos mais próximos colaboradores do diretor foi James Ward Byrkit, um verdadeiro pau-pra-toda-obra que, embora não seja visto e (até agora, pelo menos) seja pouco conhecido dos milhões de fãs da trilogia Piratas, fez contribuições indeléveis aos filmes em diversos níveis. O crédito de Byrkit no final do filme é o muito enigmático “consultor conceitual”. Ele explica: “Nós tínhamos que criar nosso próprio crédito, porque o que eu fazia acabou se tornando muito mais do que estava nos storyboards. Gore e eu começamos a trabalhar juntos quando ele dirigia comerciais, e era eu quem fazia os storyboards para ele. Então, quando ele começou a fazer cinema, ele me levava de vez em quando e meu trabalho foi ampliado. Para Piratas, nós conversávamos sobre o roteiro, a história, os temas, os personagens, coisas que estão além do tradicional desenho do storyboard. A melhor parte dos filmes como Piratas do Caribe é que tem muito espaço para criatividade.”

Além de mais de 3.000 storyboards para O Baú da Morte (Dead Man’s Chest) e No Fim do Mundo (At World’s End) criados por Byrkit (ele também fez três semanas de consultoria em A Maldição do Pérola Negra, quando fez o primeiro desenho do Pérola e dos outros barcos), ele ainda interagia com outros departamentos como o de desenho de produção, o de adereços e com a equipe de pré-visualização, ajudando a Verbinski durante as filmagens com animação simplificada da realização das incríveis e complexas seqüências de ação que estavam apenas no papel, e depois nos efeitos visuais da Industrial Light + Magic. Um dos projetos que de fato comprovou a sinergia entre os artistas nos bastidores foi o mapa mágico que leva a lugares desconhecidos que nossos anti-heróis roubam do lorde pirata de Cingapura, o capitão Sao Fend, em No Fim do Mundo (At World’s End) e que os levará a... bem... não apenas ao Fim do Mundo, mas a lugares bem além, e até de cabeça para baixo. “Nós fazíamos grandes reuniões em julho de 2005 nas quais Gore convocava todo mundo”, recorda Byrkit. “Ele sabia que iria precisar de um mapa especial, mas não sabia que formato ele deveria ter. Só sabia que queria que fosse algo especial e inédito. Ele também queria que o mapa tivesse segredos: que talvez mudasse de forma ou que revelasse coisas. Nós criamos coisas variadas como um livro tipo pop-up no qual você pega o centro do mapa e o retira como uma lanterna chinesa, ou a idéia de que se uma luz fosse colocada por baixo do mapa ele projetaria todo o universo, como um planetário, no teto ou na parede.

Na verdade, eu comprei um monte de lanternas chinesas e tentei pintar um globo nelas. Passei quase uma semana fazendo pesquisas e desenvolvendo o projeto, tentando ver se funcionava. E depois de uma semana, eu sabia que não ia dar certo. “Então voltamos para minha idéia inicial, de um mapa circular com anéis que representavam metaforicamente os lugares aos quais se podia ir, o que na minha opinião tinha relação com o tema Piratas como um todo. Gore e eu conversávamos sobre a noção de que Piratas do Caribe se passa durante uma certa época da história na qual os mapas ainda não estavam completos, o que significava que tudo era possível no mundo. Há muitos lugares que são Terra Incognita, terras desconhecidas – então elas podiam abrigar monstros, podiam ter magia ou novas civilizações. Eu adoro a idéia de que este mapa era muito antigo, feito antes do Iluminismo, antes de o homem se tornar tão científico na cartografia, quando ele ainda queimava as realidades geográficas como jornadas internas metafóricas que são tão importantes quanto as jornadas físicas. “Quando eu mostrei o protótipo do mapa circular a Gore”, continua Byrkit, ele disse: ‘É isto! Não só os anéis se moviam, mas também era preciso que formas começassem a surgir e que pedaços de terra se tornassem aparentes.’ Eu voltei e, com base nas diversas conversas que tive com Gore e em suas sugestões, pintei um mapa final, que levou vários meses, porque não parava de evoluir. Os anéis podem se alinhar de infinitas maneiras, como combinações de um cadeado, e cada um deles revelava um novo segredo, algum território desconhecido, algum lugar inexplorado, metafórico ou um universo paralelo. “Levamos de sete a oito meses para inserir todos os elementos, testá-los e fazer de modo correto. Eu tinha diversas frases e nomes de lugares que precisei que fossem escritos em caligrafia chinesa; então o aderecista-chefe Kris Peck trouxe um especialista chamado J.C. Brown, que trabalhara em filmes como O Último Samurai (The Last Samurai) e Memórias de uma Gueixa (Memoirs of a Geisha), para garantir que os caracteres ficassem corretos. A pintura original foi feita em washi – papel de arroz japonês, feito à mão – que eu tratei com camadas e camadas de guache transparente, tinta acrílica e artística. Ficou com uma textura realmente surpreendente, e você diz que ele tem história. Ao longo dos séculos, piratas acrescentaram seus próprios segredos, inseriram observações, de forma que o mapa tem mistérios ilimitados.”

O mapa final, marcado pela passagem do tempo, foi convertido por Peck no adereço final e os mecanismos que fazem os anéis girarem de forma prática foram criados, sem nenhum auxílio de computação gráfica. “Os mecanismos do mapa são realmente muito bonitos”, diz Byrkit: “na categoria de avô dos relógios.”
Além dos lugares poéticos do mapa, mostrados com caligrafia chinesa, como: “Fantasmas de Almas Vagando Perdidas no Mar Esperando para Serem Conduzidas pela Passagens das Águas”, “Marinheiros Esquecidos Dormindo de Olhos Abertos Sonhando com uma Morte em Águas Salgadas” e “O Homem Rico Não Vê Mais Sentido em Continuar a Viver – A Morte Terá Sempre Ficado Para Trás”, há também pinturas de diversas criaturas reais e mitológicas no mapa, incluindo as de um dragão, de um tigre, e de uma outra pequena criatura que curiosamente parece ser um primeiro esboço de um certo animalzinho que viria a se tornar o rato mais famoso do mundo. Mas quando perguntado sobre isso, Byrkit apenas dá um sorriso maroto, e diz: “Há certos segredos no mapa que estão além da minha compreensão!” Como a figurinista Penny Rose é a primeira a destacar, o visual indelével do capitão Jack Sparrow - de pirata boêmio – não muda nunca, do primeiro ao último filme. ”Bem, quase nunca, explica ela: “Porque se você olhar as mãos expressivas e sempre em movimento do capitão Jack, você vai notar que entre o primeiro e o segundo filmes, a quantidade de anéis em seus dedos (quando não em seus dedos do pé) aumentou de um para quatro.

Em conversas entre Johnny Depp e Penny Rose, eles decidiram que o capitão Jack teria tido algumas mulheres, algumas muito ricas, algumas viúvas, outras cujos maridos faziam longas viagens. Então, de vez em quando, o Espirituoso Jack (como Tia Dalma adequadamente o chama) tem acesso às suas caixas de jóias e escolhe algumas, digamos assim, para guardar como uma lembrança do encontro romântico. Então ficou a cargo de Kris Peck fornecer os itens atuais, que foram cuidadosamente escolhidos por Depp, de acordo com o que ele achou que o capitão Jack gostaria mais de ostentar como parte de seu visual geral.
“O anel original com a pequena caveira que eu usei em A Maldição do Pérola Negra (The Curse of the Black Pearl) eu encontrei há uns 17 anos em uma loja de bugigangas ou algo parecido”, recorda Depp, sobre como conseguiu a jóia que o capitão Jack usa em seu dedo indicador direito. No dedo anelar de sua mão esquerda, o bom capitão usa um anel preto e dourado com três diamantes e um desenho floral, definitivamente feminino e, sem dúvida, uma de suas peças de recordação de uma noite de amor, ou de duas horas ao lado de uma senhora elegante de boa ou má reputação (Johnny Depp decidiu que ela era, na verdade, uma viúva espanhola). O que Peck chama de “anel dragão,” um item grande com um gracioso dragão dourado, asas abertas e incrustadas em jade, é visto no dedo indicador da mão esquerda de Jack. Entretanto, em O Baú da Morte (Dead Man’s Chest), enquanto procurava os tesouros de Tia Dalma no pântano, Jack decidiu trocar o anel dragão por um de ouro com uma grande pedra roxa, depois resolveu mudar e o colocou no indicador esquerdo e passou o anel com o dragão para o polegar esquerdo de forma a enfeitar quatro de seus dedos com acessórios elegantes.

Esse anel roxo foi criado por Kris Peck a partir de um anel original de 2.400 anos que, na verdade, pertencia a Johnny Depp até que o destino pregou uma peça e ele foi tragicamente perdido durante as filmagens de O Baú da Morte (Dead Man’s Chest). Parece que não era só o capitão Jack que tinha mão-leve!
NOTAS DA PRODUÇÃO
Sobre A Produção
Toda Saga Deve Ter Um Começo...
Cingapura
Retorno Às Bahamas
Verdadeiros Marujos Em Utah E A Volta Para A Califórnia
A Corte Da Confraria
O Redemoinho
Vestidos Para O Sucesso
Criadores De Piratas
Efeitos Especiais - Redemoinho, Capitães Com Cara De Polvo E Bolas Azuis…
Adereços - Armas, Mapas, Anéis E Tudo Mais
O Final Da História Do Capitão Jack - No Fim Da Produção
Adeus No Havaí
Sobre O Elenco
Sobre A Equipe Técnica
Creditos
 

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