PIRATAS DO CARIBE - NO FIM DO MUNDO
Original: PIRATES OF THE CARIBBEAN AT WORLDS END
Produtora: WALT DISNEY
Ano de Produção: 2007

País de Origem:
EUA
EFEITOS ESPECIAIS - REDEMOINHO, CAPITÃES COM CARA DE POLVO E BOLAS AZUIS…
…tudo isso e muito mais ficou sob a responsabilidade de John Knoll e de Charles Gibson, supervisores de efeitos visuais da Industrial Light + Magic, que dividiram o prêmio da Academia® por seu trabalho inovador ao lado do supervisor de animação, Hall Hickle, em O Baú da Morte (Dead Man’s Chest). Para No Fim do Mundo (At World’s End), outro ganhador do Oscar®, John Frazier, também foi chamado para cuidar de muitos dos efeitos especiais físicos do filme. Knoll, Gibson e Hickel tiveram pouco tempo para descansar sobre os louros do Oscar® que receberam. Aquele era apenas o olho do furacão, pois logo depois de subirem no pódio para receberem a estatueta por O Baú da Morte (Dead Man’s Chest), o trio voltou a trabalhar nas cerca de 200 cenas de efeitos especiais para No Fim do Mundo (At World’s End).
Mesmo no universo digital de hoje, no qual um ou outro filme parece ter efeitos digitais complexos, o público e a crítica especializada louvam os efeitos vistos nos filmes como um grande e genuíno salto do que é possível conseguir na tela usando tecnologia de última geração.
Como sempre, Gore Verbinski e Jerry Bruckheimer esperavam que Knoll e Gibson elevassem ainda mais o nível de qualidade em No Fim do Mundo (At World’s End). “Este é um projeto muito grande para nós”, admite Knoll. “Terá muito mais cenas de efeitos visuais do que em O Baú da Morte (Dead Man’s Chest) e, devido ao curtíssimo intervalo de tempo disponível para a pós-produção, eu estou supervisionando uma parte, Charlie Gibson está supervisionando outra e o restante foi distribuído entre várias empresas de efeitos visuais.
“Normalmente, quando um desafio como este aparece”, continua Knoll, “Você pensa: ‘bem, como vamos fazer isso e será que há algum aspecto que não somos capazes de fazer com as ferramentas de possuímos atualmente?’ E se a resposta é ‘sim’, eu tenho que consultar o departamento de pesquisa e desenvolvimento para fazer algumas modificações de forma que seja possível viabilizar as cenas. E essa é uma situação que acontece com bastante freqüência. Em quase todos os filmes que fazemos, nós implementamos algo novo, ou usamos ferramentas que precisam ser modificadas.”

Os cenários gigantescos que Knoll e Gibson precisaram fazer foram poderosas contribuições – Os Domínios de Davy Jones, Cingapura, o Raio Verde e, é claro, o Redemoinho gigante que é o clímax do filme – sempre mesclando efeitos visuais e mecânicos com efeitos “in-camera”. Knoll explica: “Gore considera muito importante, e eu concordo com ele, que é preciso ter elementos reais misturados. Quanto mais real for possível fazer, mais plausível e realista fica o resultado final. Gore sempre propõe tentar usar elementos práticos nos cenários, captar o máximo possível com a câmera e usar efeitos visuais apenas onde de fato seja necessário. E diz também para não confiar demais em uma única técnica. Então em uma cena, por exemplo, temos uma extensão do background que é uma miniatura e em outra cena utilizamos computação gráfica. Desde que alternemos um pouco as coisas, o público tende a não perceber os artifícios de uma técnica em particular, e nós acabamos obtendo um resultado melhor.”

Um aspecto de No Fim do Mundo (At World’s End) que não foi uma preocupação especial para Knoll foi Davy Jones que, tendo sido interpretado por Bill Nighy e trazido à vida pelo supervisor e equipe de artistas da ILM, já tinha surpreendido o mundo em O Baú da Morte (Dead Man’s Chest). Para aquele filme, Knoll e a ILM criaram um novo sistema de captura de movimento que chamaram de Imocap, que simplificou drasticamente o que era feito anteriormente. Em vez de usar as 16 câmeras exigidas, Knoll e sua equipe inventaram um sistema completamente móvel, que necessitava apenas de três câmeras e uma malha com sensores nos atores, sem a incômoda separação de estúdio de som e telas verdes que eram a base do sistema antes das inovações. “Davy foi nosso grande foco no segundo filme, e eu acho temos todo o visual e tecnologia necessários neste ponto. Hal Hickel, nosso supervisor de animação, e sua equipe estão agora familiarizados com o personagem, então temos um bom repertório para trabalhar com Davy e com sua tripulação do Flying Dutchman. Na verdade, os 16 principais membros da tripulação do Dutchman em O Baú da Morte (Dead Man’s Chest) foram acrescidos em número em No Fim do Mundo (At World’s End), particularmente para a seqüência do redemoinho. Explica Knoll: “Com certeza pegamos alguns dos personagens que faziam pano de fundo no segundo filme e os trouxemos para a linha de frente para aumentar um pouco.”

Knoll admite que: “De todos os três filmes, provavelmente o aspecto mais divertido tenha sido nosso envolvimento na criação de Davy Jones. Foi uma grande parceria com Bill Nighy, que teve um desempenho fantástico nas filmagens e tudo sem qualquer conceito real. Sabe, você pedia que ele vestisse o deselegante pijama cinzento computadorizado no cenário e nós não podíamos mostrar a ele como ficaria na tela, mas ele mergulhava de cabeça e fazia grandes atuações, criando um personagem fabuloso e nos dando um material fantástico para trabalhar. Os artistas na ILM fizeram um trabalho fabuloso de modelagem, texturização, iluminação e finalização que resultou em uma bela animação. Acho que Davy Jones é um personagem realmente especial em todos os aspectos.”

Para o extraordinário desafio da pós-produção, Knoll explica que: “Devido ao tamanho do filme e ao número de cenas que tínhamos que terminar por semana, precisávamos de um feedback regular de Gore. Então, dado que ele estava tão ocupado quanto nós na pós-produção, montando o filme, trabalhando na sonoplastia, no ADR, dando todos os toques finais para concluir o filme, não era conveniente para ele pegar um avião de Los Angeles até São Francisco para ir a ILM. E seria uma grande imposição no meu tempo ir até lá regularmente quando o que eu realmente precisava era estar com a minha equipe na ILM. Assim sendo, fazíamos videoconferências duas vezes por semana, até pelo menos as semanas finais. E quando chegamos nas semanas finais, fazíamos videoconferências todos os dias! “Nós repassávamos todo o progresso de nosso trabalho em uma conferência interativa de modo que Gore podia ver as cenas em que estávamos trabalhando. Uma vez que muito do que fazemos envolve gestos com as mãos e coisa do gênero, era importante podermos nos ver enquanto fazíamos isso.”

De todos os visuais bizarros que a produção de Piratas estava fazendo - e Deus sabe que eram muitos – talvez um dos mais estranhos tenha sido o lançamento de cerca de 175.000 bolas azuis de plástico leve de duas redes instaladas em cima do hangar 9 em Palmdale, por sobre o convés do Pérola Negra, que por sua vez estava montado sobre uma plataforma flutuante. A verdade é que elas só pareciam bolas azuis, mas eram, na verdade, milhares de irrequietos siris. Ou, pelo menos, deveriam ser quando John Knoll e a ILM finalizassem a cena. Knoll explica: “Tem uma cena importante durante a seqüência do redemoinho que envolve centenas de crustáceos que caem por todo o convés do Pérola Negra e derrubam todos que estão no caminho como uma avalanche. Gore teve a idéia de usar bolas azuis de plástico, como as que são encontradas nas piscinas de bolas dos parques infantis. Ele achou que as bolas derrubariam todos sem, de fato, machucar ninguém porque elas são muito leves. “Eu estava inclinado a tentar conseguir esse efeito com dublês digitais”, continua Knoll: “e talvez usar um tipo de cabeamento para mostrar os piratas sendo derrubados.” Gore sempre sugere tentarmos usar elementos práticos nos cenários, tentarmos captar o máximo possível com a câmera e usarmos efeitos visuais onde de fato for necessário. “Os próprios siris são modelos gerados por computação. Nós construímos uma versão detalhada do siri e depois diversas variações sobre o mesmo tema.”

Quando as bolas caem da rede sobre o barco, o nível de maturidade de alguns membros da equipe parecia ter caído para uns cinco ou seis anos de idade, enquanto brincavam alegremente de jogar bolas uns nos outros em todas as direções no Pérola Negra. Gore Verbinski talvez tenha sido o mais empolgado de todos. E considerando que estávamos no exaustante dia 252 das filmagens, é compreensível que cerca de 300 caixas de bolas azuis causassem uma instantânea melhora no astral. “Foi incrível ver um bando de adultos - homens e mulheres - agindo como crianças de três anos”, diz rindo o coordenador de cenas de ação, George Marshall Ruge. “Sabe, ver Orlando Bloom atirar uma bola azul em Geoffrey Rush… foi algo único. Foi tipo, já não está na hora de os pais pegarem seus filhos?”

Em resumo, Verbinski tentou combinar o melhor do antigo e do mais avançado. Mike Stenson, produtor executivo afirma: “Piratas é uma combinação única da era Lawrence da Arábia, onde se chega e se sai atirando na frente da câmera, com a mais avançada tecnologia. Infelizmente, eu não sei ao certo quanto tempo a indústria será capaz de suportar isso. Acho que seria triste se, no final, acabássemos filmando tudo em estúdios de som com telas verdes e efeitos digitais e não fossemos capazes de sair e fazer uma cena real pelo Caribe. Mas, por outro lado, algo como o redemoinho é tão difícil tecnicamente que não seria possível filmar em locação independentemente da verba que tivéssemos. Teria mesmo que ser feito em um estúdio de efeitos.”

Além desse tremendo trabalho de desenho e construção das plataformas flutuantes para o hangar de Palmdale, John Frazier e sua equipe de colaboradores de longa data foram responsáveis por um enorme número de efeitos físicos. “Nossa função como homens de efeitos especiais é: se tiver que se mover ou se tiver algo a ver com a atmosfera, nós fazemos”, diz o artista várias vezes ganhador do Oscar®. “Podia ser fumaça no ar, ou o conceito do tipo apropriado de chuva que Gore queria, ou do vento, ou o fogo dos canhões.” Na verdade, a unidade pirotécnica de Frazier forneceu nada menos do que 446 quilos de pólvora negra para a batalha do redemoinho, e detonou os canhões cerca de 1.200 vezes. Os ouvidos doloridos do elenco e da equipe são provas vivas da magia dos decibéis dos efeitos especiais que foram usados!
NOTAS DA PRODUÇÃO
Sobre A Produção
Toda Saga Deve Ter Um Começo...
Cingapura
Retorno Às Bahamas
Verdadeiros Marujos Em Utah E A Volta Para A Califórnia
A Corte Da Confraria
O Redemoinho
Vestidos Para O Sucesso
Criadores De Piratas
Efeitos Especiais - Redemoinho, Capitães Com Cara De Polvo E Bolas Azuis…
Adereços - Armas, Mapas, Anéis E Tudo Mais
O Final Da História Do Capitão Jack - No Fim Da Produção
Adeus No Havaí
Sobre O Elenco
Sobre A Equipe Técnica
Creditos
 

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