PIRATAS DO CARIBE - NO FIM DO MUNDO
Original: PIRATES OF THE CARIBBEAN AT WORLDS END
Produtora: WALT DISNEY
Ano de Produção: 2007

País de Origem:
EUA
RETORNO ÀS BAHAMAS
Depois de três semanas difíceis e exaustivas filmando a seqüência de Cingapura, a companhia voltou para Grand Bahama no final de setembro de 2005, para a continuação da filmagem na água de O Baú da Morte (Dead Man's Chest) no enorme tanque e também em mar aberto, com o coordenador de cenas marinhas Dan Malone e o coordenador do barco do filme Will White, e suas respectivas equipes em dezenas de barcos de apoio que mantinham tudo na superfície.

Depois de um intervalo entre Natal e Ano Novo, a companhia voltou às Bahamas pela última vez, na segunda semana de janeiro de 2006. Primeiro, na diminuta faixa areia em White Cay, Exumas, Verbinski filmou a cena da “Negociação” com as grandes armas de Johnny Depp, Geoffrey Rush, Orlando Bloom, Keira Knightley, Bill Nighy e Tom Hollander (entremeada com as cenas finais da luta de espada a três de O Baú da Morte, que ainda não haviam sido finalizadas). “Nas Exumas, que usamos como cenário em ambos os filmes, foi muito difícil, mas inacreditavelmente organizado”, conta o primeiro assistente de diretor Dave Venghaus. “Deveria ter sido muito mais confuso do que foi. Nós voltamos três vezes àquela locação para finalizar o trabalho e foi uma equipe extraordinária que realmente conseguiu isso. Os departamentos de transporte e de marinha mais uma vez colocaram duas enormes barcaças ao largo da praia de White Cay como acampamento base, e nós levamos o elenco e a equipe até a ilha em pequenas embarcações. A equipe encarou o desafio, e respondeu muito bem a tudo.”

Depois voltamos para o tanque de Grand Bahama, com filmagens alternadas entre as seqüências finais necessárias para concluir O Baú da Morte (Dead Man’s Chest) de uma vez por todas – quase um ano depois de as câmeras começarem a rodar pela primeira vez – e também as necessárias e muito numerosas seqüências na água para No Fim do Mundo (At World’s End). A temperatura na Ilha Grand Bahama havia caído consideravelmente, o suficiente para distribuirmos capas para serem usadas durante as filmagens noturnas. O clima tardiamente invernoso agitou o mar consideravelmente, como Verbinski e a equipe puderam verificar da pior forma possível na noite de 2 de fevereiro de 2006, quando tentavam filmar uma eletrizante seqüência de No Fim do Mundo (At World’s End) na qual Elizabeth Swann e um grupo de piratas chineses escapam do Flying Dutchman escalando cordas presas entre este e o Empress – o barco de Sao Feng - que está sendo rebocado. As rajadas de vento levantavam as águas formando redemoinhos, com o Dutchman e o Empress sendo chacoalhados como brinquedos e junto com eles, é claro, também a pequena equipe de apoio. “Aquela noite foi surreal”, recorda o coordenador de cenas de ação George Marshall Ruge. “O dublês tiveram que se pendurar em uma corda de 46 metros de comprimento, mão a mão, enquanto alternavam as pernas que se prendiam na corda conforme eles se moviam. As exigências físicas já eram extremas, mas o que não previmos foram o mau tempo e o mar agitado. Não estamos falando só de ondas… estamos falando de um mar raivoso, imprevisível, muito agitado. O mar ficou turbulento demais para os barcos de apoio, a própria corda balançava para cima e para baixo a quase 3 metros. As condições não podiam ter sido piores. Acabamos usando outra embarcação que tinha cobertura para resgatar os dublês da corda. A cobertura teve que ser reforçada já que não foi projetada para suportar o peso de pessoas. Os dublês tiveram que sincronizar a transferência da corda para a cobertura do barco. A cenas de ação de verdade foram feitas longe das câmeras naquela noite!”

Enquanto os inacreditavelmente corajosos dublês escalavam a corda entre os barcos, as embarcações do departamento de Marinha tentavam desesperadamente permanecer na superfície sem virar (embora no final um tenha virado, sem nenhum ferido), o produtor executivo Eric McLeod destaca: “Preste bastante atenção nessa cena. Você nunca mais verá um filme desta escala de novo. Logo tudo será feito com tela azul. Isto é a história do cinema acontecendo agora.”

Os integrantes do elenco coadjuvante, dependendo de quando eram necessários para as filmagens, chegavam e partiam das Bahamas com regularidade. “Isso foi um grande luxo”, diz Jonathan Pryce, que interpreta o governador Weatherby Swann, “porque desde que começamos a filmar eu fiz uma peça no West End e um musical na Broadway, entre o trabalho nos filmes Piratas. É sempre bom voltar, rever os amigos, ficar alguns dias ou semanas, depois ir embora e fazer outra coisa.” “Isso quer dizer que as pessoas ficavam contentes de me ver quando eu chegava”, acrescenta ele rindo. “Tenho muita admiração pela equipe. Eu trabalhei com a maioria nos três filmes e sua energia nunca diminui e nem o entusiasmo e a criatividade de Gore no set desta enorme máquina. Gore sempre acha tempo para os atores e para as interpretações, porque ele sabe que no fim das contas é nisso que o público se concentra. Em um filme deste tamanho e com este sucesso, não há como ser complacente. É como fazer um musical em que não existe espaço para cinismo. Nós rimos muito em Piratas, mas quando começávamos o trabalho, era pra valer.”

Por mais estranho que pareça, a última cena a ser filmada para O Baú da Morte (Dead Man’s Chest), em 7 de fevereiro de 2006, foi a primeira aparição de Johnny Depp no filme como capitão Jack Sparrow, saindo de um caixão que bóia na costa da Turquia. Finalmente, Gore Verbinski pôde se concentrar somente em No Fim do Mundo (At World's End).

Muito de No Fim do Mundo (At World’s End) é ambientado no mar, e além do Pérola Negra e do Flying Dutchman, Rick Heinrichs ainda teve que desenhar mais barcos para o filme. O Empress e o Hai Peng são barcos chineses, mas com muitos contrastes. O Empress é o navio capitânia detalhadamente decorado do pirata de Cingapura, o capitão Sao Feng (Chow Yun-Fat), o Hai Peng é uma embarcação muito mais modesta, uma sucata que de fato parece sucata, feita de madeira podre e decrépita, com uma cobertura de colmo na estrutura do seu convés. “Para o Empress, nós partimos da idéia de que o capitão Sao Feng se parecia com um pavão”, explica Heinrichs, que continua: “então há elementos no barco que refletem isso, tais como os arcos longos que parecem formar uma cauda na traseira do barco e as extensões de velas nas laterais do barco que são como asas que ajudam a direcionar o barco.” A elaborada cabine de Sao Feng no Empress foi construída separadamente em um estúdio de som da Walt Disney, forrada com tecidos sensuais e decorada com uma grande quantidade de velas acesas que criava uma atmosfera luminosa, e ainda um pórtico lunar. “É necessário um excelente artesão para construir um barco como o Empress”, elogia Chow Yun-Fat. “O único problema foi que, por eu ter nascido em uma família de fazendeiros, eu nunca andei de barco. Então quando eu estava no Empress eu ficava enjoado assim que embarcava! Embora seja um belo barco, eu não tive nenhum sentimento especial porque eu estava tonto demais!”

Quase metade do Endeavour, o imponente navio capitânia do lorde Cutler Beckett da Companhia das Índias Orientais, foi construído para ser filmado na Grand Bahama, com o restante sendo inserido depois, por computação gráfica. A cabine de Beckett no barco foi construída no estúdio e seu desenho reflete a visão de superioridade que ele tem de si mesmo, como sendo alguém que conquista o mundo inteiro. “Há um aspecto meio chaplinesco, Grande Ditador, em Beckett”, diz Heinrichs, “que podemos perceber no enorme globo que está em sua cabine, semelhante ao grande mapa do mundo que ele tem em seu escritório em Port Royal. Sobre a mesa de Beckett na cabine vemos réplicas de navios e instrumentos de navegação que intencionalmente se parecem com instrumentos de tortura. Ele não só tem o mundo em um torno como também quer esfolá-lo.”

Passar tanto tempo no mar, particularmente em um outono com temperaturas cada vez mais baixas e um vento cortante, pôs à prova o brio dos piratas mais valentões. “Você fica em um barco por 10, 12, 14 horas por dia”, observa Martin Klebba. “Não há como fugir e se isolar. Você está em um barco com outras cem pessoas e todas estão tentando fazer o filme da melhor maneira possível. Eles nos mantinham ocupados com muita água e comida, levavam caixas de mantimentos para os navios, mas não dá para controlar o mar que te sacode pra lá e pra cá, você fica mentalmente atordoado e, no final, volta para o hotel, acorda oito horas depois e começa tudo de novo. E até de noite, na cama, ou sentado diante do computador, continua balançando. É como estar em uma montanha russa”, relata Martin. “A coisa mais terrível de se filmar no mar é que você está acostumado a fazer seu trabalho, sentar-se de vez em quando e talvez tomar um café ou ler um pouco”, acrescenta Kevin R. McNally, que interpreta o marinheiro Joshamee Gibbs, “mas sempre que você se senta em algum lugar no Pérola Negra, alguém pede licença e diz: ‘com licença, preciso tirar este canhão daqui ou espere, preciso despejar sangue neste cara.’ Então, você acaba ficando 10 horas por dia circulando no barco como um gato tentando achar um lugar para ficar. É exaustivo.”

Dois dias antes de concluírem as filmagens na Ilha Grand Bahama, e de terminarem as filmagens no Caribe, tudo parecia se encaixar na seqüência climática de No Fim do Mundo (At World’s End), na qual os piratas do Pérola Negra desfraldam a bandeira com a caveira e a hasteiam no alto dos mastros. Os alto-falantes tocavam a grandiosa e emocionante música escrita por Hans Zimmer especialmente para esta cena, e toda a companhia ficou arrepiada. Isto foi o que muitos acham que é fazer cinema: meio que assistir a um filme só que ao vivo.

Uma frase apropriada, com certeza, especialmente quando se descreve como o Pérola Negra foi transportado: amarrado, empilhado e estocado – literalmente – em um gigantesco rebocador de transporte chamado Super Servant 3, do Sul da Flórida, através do Canal do Panamá até Ensenada, no México. O Pérola então navegou por conta própria até Los Angeles depois de finalmente terminar a filmagem na Grand Bahama em 1º de março de 2006, para mais filmagens de No Fim do Mundo (At World's End) em Los Angeles, onde todo o processo recomeçou em agosto, depois da difícil fase de pós-produção de O Baú da Morte (Dead Man’s Chest), da concorrida première na Disneylândia e do estrondoso sucesso nos Estados Unidos e em todo o mundo. O Flying Dutchman, depois de concluir seu trabalho no segundo e terceiro filmes, zarpou de Freeport para a ilha pertencente a Disney, a Castaway Cay, nas Bahamas, onde agora é uma atração especial para os passageiros do Disney Cruise Line. Quando a companhia fez um intervalo, aproximadamente 35 por cento de No Fim do Mundo (At World’s End) já havia sido filmado, embora difícil e desafiador, em nenhum momento a equipe ficou desanimada com relação ao que ainda havia para ser feito.
NOTAS DA PRODUÇÃO
Sobre A Produção
Toda Saga Deve Ter Um Começo...
Cingapura
Retorno Às Bahamas
Verdadeiros Marujos Em Utah E A Volta Para A Califórnia
A Corte Da Confraria
O Redemoinho
Vestidos Para O Sucesso
Criadores De Piratas
Efeitos Especiais - Redemoinho, Capitães Com Cara De Polvo E Bolas Azuis…
Adereços - Armas, Mapas, Anéis E Tudo Mais
O Final Da História Do Capitão Jack - No Fim Da Produção
Adeus No Havaí
Sobre O Elenco
Sobre A Equipe Técnica
Creditos
 

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