PIRATAS DO CARIBE - NO FIM DO MUNDO
Original: PIRATES OF THE CARIBBEAN AT WORLDS END
Produtora: WALT DISNEY
Ano de Produção: 2007

País de Origem:
EUA
SINOPSE
Trata-se de um período sombrio em que a Era da Pirataria aproxima-se do fim. O lorde Cutler Beckett (TOM HOLLANDER), da Companhia das Índias Orientais, tem o controle do aterrorizante navio fantasma, o Flying Dutchman, e de seu malévolo e vingativo capitão Davy Jones (BILL NIGHY). O Dutchman agora vaga pelos sete mares, indefinidamente, destruindo sem piedade navios-piratas, sob o comando do almirante Norrington (JACK DAVENPORT).

Will Turner (ORLANDO BLOOM), Elizabeth Swann (KEIRA KNIGHTLEY) e o capitão Barbossa (GEOFFREY RUSH) embarcam em uma missão desesperada para reunir os Nove Lordes da Corte da Confraria, sua única esperança de derrotar Beckett, o Flying Dutchman e sua armada. Entretanto um dos lordes está desaparecido - o capitão Jack Sparrow (JOHNNY DEPP) -, o melhor ou o pior pirata que já existiu sob a face da terra, agora preso nos Domínios de Davy Jones, depois de seu confronto com o monstruoso Kraken.

Em uma aliança cada vez mais frágil, nossos heróis, incluindo Tia Dalma (NAOMIE HARRIS), Pintel (LEE ARENBERG) e Ragetti (MACKENZIE CROOK) precisam primeiro viajar para a exótica e perigosa Cingapura e enfrentar o pirata chinês, capitão Sao Feng (CHOW YUN-FAT) para conseguir os mapas de navegação e um barco, que os levará ao fim do mundo para resgatar Jack. Mas mesmo que o capitão Jack seja resgatado com sucesso, a reunião da legendária Corte da Confraria pode não ser suficiente para conter a temível investida de Beckett, Davy Jones e sua poderosa armada… a não ser que a extravagante deusa do mar, Calypso, aprisionada sob forma humana, possa ser libertada e convencida a ajudá-los.

Com uma traição atrás da outra, fica claro que Jack, Will, Elizabeth, Sao Feng e Barbossa têm, cada um deles, seus próprios objetivos e que nenhum deles é digno de confiança. Porém todos devem optar por um lado e fazer suas alianças finais para uma última batalha, em um embate de proporções titânicas que pode extinguir dos sete mares - para sempre - os piratas que tanto prezam a liberdade.


SOBRE A PRODUÇÃO

JOHNNY DEPP, ORLANDO BLOOM, KEIRA KNIGHTLEY e GEOFFREY RUSH estão juntos em Piratas do Caribe: No Fim do Mundo (Pirates of the Caribbean: At World’s End), da Walt Disney Pictures/Jerry Bruckheimer Films, um conto épico e inteiramente novo da série de sucesso que narra as fantásticas aventuras dos capitães Jack Sparrow e Barbossa; Will Turner e Elizabeth Swann. Desta vez o quarteto recebe o reforço do astro internacional CHOW YUN-FAT, no papel do capitão Sao Feng, o lorde pirata de Cingapura.

Produzido por JERRY BRUCKHEIMER e dirigido por GORE VERBINSKI, o capitão Jack e os outros zarpam em uma nova e espetacular aventura, mais uma vez entrelaçada por amarras de ação eletrizante e humor irreverente, que os conduz a novos reinos de aventura e fantasia. As duas aventuras anteriores de Piratas bateram recordes no mundo inteiro, com A Maldição do Pérola Negra (The Curse of the Black Pearl) arrecadando mais de US$650 milhões em todo o mundo, quase o dobro do que arrecadou O Baú da Morte (Dead Man’s Chest), que se transformou no filme de maior bilheteria mundial de todos os tempos, fazendo mais de US$1 bilhão no mercado norte-americano e totalizando US$423.315.812 - a sexta mais alta posição em bilheteria de todos os tempos.

Os roteiristas de Piratas do Caribe: No Fim do Mundo (Pirates of the Caribbean: At World’s End) são TED ELLIOTT e TERRY ROSSIO, co-roteiristas também do primeiro filme e da seqüência Piratas do Caribe: O Baú da Morte (Pirates of the Caribbean: Dead Man’s Chest) e que já haviam obtido muito sucesso com as seqüências de Aladim (Aladdin) e de Shrek (Shrek). O filme é baseado nos personagens criados por Elliott & Rossio e Stuart Beattie e Jay Wolpert, e na atração Piratas do Caribe, do parque da Walt Disney. Os produtores executivos são MIKE STENSON, CHAD OMAN, BRUCE HENDRICKS e ERIC McLEOD.

Johnny Depp tornou-se um dos atores mais populares e aclamados do mundo, com uma enorme variedade de desempenhos versáteis que marcaram sua extraordinária carreira. Ele foi indicado ao prêmio da Academia® de Melhor Ator tanto por Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra (Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl) como por Em Busca da Terra do Nunca (Finding Neverland). Sua extensa lista de créditos no cinema inclui, desde os anos 1980: Cry-Baby (Cry-Baby), Platoon (Platoon), Gilbert Grape - Aprendiz de Sonhador (What’s Eating Gilbert Grape?), Ed Wood (Ed Wood), Benny e Joon (Benny & Joon), Edward Mãos de Tesoura (Edward Scissorhands), Don Juan de Marco (Don Juan DeMarco), Donnie Brasco (Donnie Brasco), Medo e Delírio em Las Vegas (Fear and Loathing in Las Vegas), A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (Sleepy Hollow), Chocolate (Chocolat), Profissão de Risco (Blow), Era Uma Vez no México (Once Upon A Time in Mexico), Janela Indiscreta (Secret Window), O Libertino (The Libertine), A Noiva Cadáver de Tim Burton, e A Fantástica Fábrica de Chocolate (Charlie and the Chocolate Factory) também de Burton.

Orlando Bloom tornou-se um astro internacional de primeira grandeza com sua interpretação de Legolas na premiada trilogia de Peter Jackson de O Senhor dos Anéis (The Lord of the Rings) depois de co-estrelar em Falcão Negro em Perigo (Black Hawk Down), de Jerry Bruckheimer, dirigido por Ridley Scott. Desde então o ator, que vem aumentando sua popularidade a cada dia, atuou em Tróia (Troy), de Wolfgang Petersen; em Cruzadas (Kingdom of Heaven), de Scott; e em Tudo Acontece em Elizabethtown (Elizabethtown), de Cameron Crowe.

Keira Knightley chamou a atenção das platéias internacionais pela primeira vez no inesperado sucesso Driblando o Destino (Bend It Like Beckham). Além de Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra (Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl), ela foi indicada para o prêmio da Academia® de Melhor Atriz por seu desempenho no filme Orgulho e Preconceito (Pride & Prejudice). Ela também estrelou em Simplesmente Amor (Love, Actually) e em Rei Arthur (King Arthur), produzido por Jerry Bruckheimer e será vista em Atonement, Silk e The Best Time of Our Lives.

Geoffrey Rush ganhou o Emmy®, o Globo de Ouro® e o prêmio do Screen Actors Guild por sua atuação cativante no filme televisivo The Life and Death of Peter Sellers, da HBO, no qual interpretou o personagem-título. O ator tornou-se mundialmente conhecido por seu papel protagonista em Shine - Brilhante (Shine), de Scott Hicks, e recebeu o prêmio da Academia® de Melhor Ator por seu desempenho como o pianista prodígio David Helfgott. Também ganhou um Globo de Ouro® e prêmios do Screen Actors Guild, da British Academy of Film and Television Arts, do Círculo de Críticos de Cinema da Austrália, do Broadcast Film Critics, do AFI e das Associações de Críticos de Nova York e de Los Angeles, pelo mesmo filme. Também recebeu uma indicação ao Oscar® por seu trabalho em Os Contos Proibidos do Marquês de Sade (Quills), de Philip Kaufman e ainda outras indicações, da Academia® e do Globo de Ouro® por Shakespeare Apaixonado (Shakespeare in Love).

Chow Yun-Fat explodiu para o estrelato internacional depois de mais de uma década como o mais famoso protagonista de Hong Kong intérprete de uma série de personagens dos filmes, agora clássicos, do diretor John Woo: Alvo Duplo (A Better Tomorrow), O Assassino (The Killer), Rajadas de Fogo (Once A Thief) e Fervura Máxima (Hard-Boiled). Chow estrelou em O Tigre e o Dragão (Crouching Tiger, Hidden Dragon) e em Anna e o Rei (Anna and the King), de Ang Lee; e, mais recentemente, em Curse of the Golden Flower, de Zhang Yimou.

Com apenas sete créditos até o momento, os bem-sucedidos filmes de Gore Verbinski já totalizaram mais de US$2 bilhões em todo o mundo. Sua filmografia inclui os tremendamente bem-sucedidos: Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra (Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl) e Piratas do Caribe: O Baú da Morte (Pirates of the Caribbean: Dead Man’s Chest), bem como o arrepiante filme de terror: O Chamado (The Ring) e ainda o drama aclamado O Sol de Cada Manhã (The Weather Man), estrelado por Nicolas Cage.

Jerry Bruckheimer ocupa a inquestionável posição de um dos mais bem-sucedidos produtores da atualidade, tanto no cinema como na televisão. Primeiramente em parceria com Don Simpson, e depois como chefe da Jerry Bruckheimer Films, produziu uma seqüência sem precedentes de sucessos mundiais, causando enorme impacto na indústria do entretenimento e também na cultura popular. Os filmes de Bruckheimer incluem: Um Gigolô Americano (American Gigolo), Flashdance - Em Ritmo de Embalo (Flashdance), Um Tira da Pesada (Beverly Hills Cop), Top Gun - Ases Indomáveis (Top Gun), Um Tira da Pesada 2 (Beverly Hills Cop II), Dias de Trovão (Days of Thunder), Os Bad Boys (Bad Boys), Mentes Perigosas (Dangerous Minds), Maré Vermelha (Crimson Tide), A Rocha (The Rock), Con Air - Rota de Fuga (Con Air), Armageddon (Armageddon), Inimigo de Estado (Enemy of the State), 60 Segundos (Gone in 60 Seconds), Show Bar (Coyote Ugly), Duelo de Titãs (Remember the Titans), Pearl Harbor (Pearl Harbor), Falcão Negro em Perigo (Black Hawk Down), Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra (Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl), Os Bad Boys (Bad Boys II), O Custo da Coragem (Veronica Guerin), Rei Arthur (King Arthur), A Lenda do Tesouro Perdido (National Treasure), Piratas do Caribe: O Baú da Morte (Pirates of the Caribbean: Dead Man’s Chest), e o próximo lançamento National Treasure: Book of Secrets.

Na televisão, Jerry Bruckheimer atingiu a inédita marca de 10 séries de televisão veiculadas simultaneamente na temporada do outono norte-americano de 2005, um recorde no veículo para um produtor individual. As minisséries de Jerry Bruckheimer incluem: C.S.I.: Crime Scene Investigation, que gerou as séries C.S.I.: Miami, C.S.I.: NY e ainda Without a Trace, Cold Case e The Amazing Race. A Jerry Bruckheimer Films and Television foi honrada com 39 indicações ao prêmio da Academia® e ganhou seis; oito indicações ao Grammy® e ganhou cinco; 23 indicações ao Globo de Ouro® e ganhou quatro; 53 indicações ao Emmy® e ganhou 14; 16 indicações ao People’s Choice e ganhou 11; além de inúmeros prêmios MTV, inclusive o de Melhor Filme da Década por Um Tira da Pesada (Beverly Hills Cop), e 14 prêmios Teen Choice.

Ao lado de Depp, Rush, Bloom e Knightley, estão outros membros do elenco que retornam ao filme Piratas do Caribe: No Fim do Mundo (Pirates of the Caribbean: At World’s End), entre eles: STELLAN SKARSGÅRD como Bootstrap Bill Turner; BILL NIGHY como Davy Jones; JACK DAVENPORT como almirante James Norrington; JONATHAN PRYCE como o pai de Elizabeth, o governador Weatherby Swann, NAOMIE HARRIS como Tia Dalma, TOM HOLLANDER como lorde Cutler Beckett, KEVIN R. McNALLY como Joshamee Gibbs, LEE ARENBERG e MACKENZIE CROOK como Pintel e Ragetti, DAVID BAILIE como Cotton, MARTIN KLEBBA como Marty e, do primeiro filme da série, GILES NEW e ANGUS BARNETT como os obtusos soldados britânicos Murtogg e Mullroy. VANESSA BRANCH e LAUREN MAHER retornam pela terceira vez como as garotas prediletas de Jack Sparrow em Tortuga, Giselle e Scarlett. Novas adesões ao elenco incluem: REGGIE LEE (Velozes e Furiosos) como Tai Huang - o tenente do capitão Sao Feng, e um diverso grupo de atores internacionais interpretando os lordes piratas, incluindo o legendário KEITH RICHARDS no papel do capitão Teague, o Guardião do Código.

Uma grande parte da equipe criativa e premiada de Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra (Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl) e de Piratas do Caribe: O Baú da Morte (Pirates of the Caribbean: Dead Man’s Chest) reuniu-se em No Fim do Mundo (At World’s End), entre eles: o diretor de fotografia DARIUSZ WOLSKI; o desenhista de produção RICK HEINRICHS (indicado ao Oscar® por O Baú da Morte); a figurinista PENNY ROSE; o supervisor de direção de arte JOHN DEXTER; a decoradora de cenários CHERYL CARASIK (que compartilhou a indicação com Heinrichs por O Baú da Morte); os montadores CRAIG WOOD e STEPHEN RIVKIN; os supervisores de efeitos visuais JOHN KNOLL e CHARLES GIBSON (ambos vencedores do prêmio da Academia® por seu trabalho, ao lado de Hal Hickel da ILM, em Piratas do Caribe: O Baú da Morte); o coordenador de efeitos especiais ALLEN HALL (que compartilhou o Oscar® com Knoll, Gibson e Hickel por O Baú da Morte); o coordenador de cenas de ação e diretor de segunda unidade GEORGE MARSHALL RUGE; a maquiadora e ganhadora de três prêmios da Academia® VE NEILL; e o cabeleireiro MARTIN SAMUEL, que compartilhou uma indicação ao Oscar® por A Maldição do Pérola Negra; e o compositor HANS ZIMMER. Associando-se à seleção mundial de astros presentes no filme está o coordenador de efeitos especiais JOHN FRAZIER, vencedor do Oscar® por Homem-Aranha 2 (Spider Man II).

O sucesso pode acabar se tornando um grande desafio... e, partindo de Piratas do Caribe: O Baú da Morte (Pirates of the Caribbean: Dead Man’s Chest), que faturou mais de US$1 bilhão no mercado internacional e posicionou-se em terceiro lugar entre os filmes, de todos os tempos, que mais faturaram, Jerry Bruckheimer e Gore Verbinski estavam absolutamente determinados a corresponder e superar as expectativas do público. “É assustador quando se faz um filme que é um sucesso tão grande”, confessa Bruckheimer. “Você nunca tem certeza. Fomos contra a opinião geral de que um filme do gênero pirata, baseado em uma atração de um parque temático, pudesse fazer tamanho sucesso. Então nós voltamos com o segundo filme e, na nossa indústria, é sabido que uma seqüência terá um faturamento de 20 a 30% menor do que o primeiro filme. Mesmo assim, O Baú da Morte (Dead Man’s Chest) fez mais do que o dobro que A Maldição do Pérola Negra (The Curse of the Black Pearl).

Bruckheimer atribui o enorme sucesso dos dois primeiros filmes Piratas do Caribe ao enorme e intenso volume de trabalho empreendido pelos cineastas, bem como ao talento dos dois lados da câmera. “Você começa com o roteiro, e Ted Elliott e Terry Rossio fizeram um trabalho brilhante, criando novos personagens e ambientes empolgantes onde pudessem trabalhar. Em seguida, adiciona-se a isso um diretor tão talentoso como Gore Verbinski, que conduziu o público em uma jornada tão eletrizante no primeiro filme e que conseguiu levá-lo ainda mais longe no segundo. E o que realmente faz tudo valer a pena é quando você vê atores como Johnny Depp, Keira Knightley, Orlando Bloom e Geoffrey Rush atuando em cenas que Gore, Ted e Terry trabalharam tão arduamente para criar, com personagens envolventes, engraçados, românticos e espirituosos. Foi preciso muito raciocínio, energia e tempo da parte de Gore, Ted e Terry para dar conta de concatenar todos esses personagens, situações e cenários fantásticos. “Então você vai para trás das câmeras”, continua Bruckheimer, “com o desenho de produção de Rick Heinrichs, a fotografia de Darek Wolski, a trilha sonora de Hans Zimmer e o restante do pessoal que trabalhou tanto nesses filmes e que ajudou a fazer deles o sucesso que acabaram sendo.”

Para o terceiro filme, o produtor e diretor encorajou os roteiristas Ted Elliott e Terry Rossio a forçarem ainda mais o limite indo mais além… bem, literalmente, para o fim do mundo. “O que estabelecemos como meta para nós mesmos com Jerry, Gore, Johnny e todos os outros”, conta Elliott, “foi descobrir um jeito de fazer mais dois filmes que partissem do primeiro, mas que ainda assim fossem únicos isoladamente. O que tivemos que fazer com cada um deles foi - tão rápido quanto possível e sempre dentro da história - satisfazer as expectativas. E depois partimos para o desafio de ultrapassar isso e criar acontecimentos que as pessoas jamais esperassem ver. O que não é nada fácil.” “Em termos gerais, o tema que abordamos em No Fim do Mundo (At World’s End),” explica Terry Rossio, “é a essência do que é realmente necessário para se ser uma boa pessoa; e cada pessoa enfrenta essa luta. Nós abraçamos o conceito de que todos os filmes do gênero pirata são sobre ambigüidade moral, e que pessoas boas podem ser forçadas a se envolver em circunstâncias em que elas acabem fazendo algo ruim. Então, do ponto de vista de cada personagem, todos eles têm que passar por esse desafio, essa transformação, enfrentar sua própria capacidade de realizar algo com que não se sintam à vontade para fazer, e ter que fazer escolhas realmente difíceis. Nesse sentido, cada personagem da história tem um momento perverso em determinado ponto do filme.” “Nunca há confiança alguma entre qualquer dos personagens no filme”, acrescenta Jerry Bruckheimer. “Há sempre um plano tortuoso para beneficiar seus próprios interesses. No Fim do Mundo (At World's End) é um filme sobre quem vai acabar onde, quando e como; e é uma disputa constante.”

Mais uma vez, a exemplo do que ocorreu nos dois primeiros filmes, Elliott e Rossio foram presenças constantes no set, do Caribe a Hollywood e mais além. “A contribuição deles foi imensa”, diz Bruckheimer, “porque eles trabalhavam com Gore e os atores diretamente no set, para garantir que tudo estivesse correto para o filme e para seus personagens.” “Escrever um roteiro é de fato uma arte”, explica Bruckheimer. “Nos idos anos 1930 e 40, Hollywood decidiu dar uma oportunidade a jornalistas, romancistas, qualquer um que fosse capaz de escrever e muitos deles se saíram mal ao redigir um roteiro, que é uma forma de arte bastante diferente. Ted e Terry são mestres nesta arte. Eles amam filmes antigos e novos. Eles controlam tudo que acontece no filme. Sabem bem o que é necessário para criar um grande personagem, porque estudaram e trabalham nisso há muitos anos. E eles são atualizados. Ted e Terry pegam as premissas convencionais dos filmes do gênero pirata que parecem ultrapassadas e clichês, e viram tudo do avesso, de modo a torná-las interessantes e novas. Com Gore, eles reinventaram completamente, do ponto de vista cinematográfico, o gênero pirata.”

A abrangência geográfica da história se expande desde a antiga Cingapura até reinos míticos mais além, novos personagens são apresentados, tais como o pirata chinês capitão Sao Feng e um personagem crucial que foi trazido de volta: o capitão Barbossa, que retornou recentemente do outro lado do mundo - desta vez em uma desconfortável aliança com seu antigo inimigo Jack Sparrow, contra a armada da Companhia das Índias Orientais. Nós também conhecemos a Confraria Internacional de Piratas em seu esconderijo na Cidade dos Náufragos, uma galeria de piratas trapaceiros oriundos dos sete mares, incluindo o Guardião do Código, capitão Teague, interpretado por ninguém menos que Keith Richards, o imortal guitarrista dos Rolling Stones. Também retornando do primeiro filme estão Murtogg e Mullroy, os dois soldados britânicos mais obtusos do século 18.

Fazendo uso da famosa atração Piratas do Caribe do parque temático da Disney (a última de que o próprio Walt Disney participou pessoalmente da criação) como ponto de partida, Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra (Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl), desafiando algumas expectativas pouquíssimo entusiasmadas para "um filme baseado em uma atração de parque temático", foi um tremendo sucesso em todas os territórios em que foi exibido desde sua estréia no dia 9 de julho de 2003, totalizando um faturamento bruto, apenas nos Estados Unidos de US$305.413.918 e, incluindo os lançamentos internacionais - que bateram todos os recordes - atingiu um total mundial de US$653.913.918. O filme também recebeu cinco indicações ao Oscar®, incluindo a de Melhor Ator para Johnny Depp. O primeiro filme Piratas foi tão bem-sucedido que a atração do parque temático, Piratas do Caribe, foi remodelada pela Walt Disney Imagineering tanto na Disneylândia, em Anaheim como na Walt Disney World, em Orlando, na Flórida - a tempo da estréia de O Baú da Morte (Dead Man’s Chest), de forma que os personagens do filme, incluindo os capitães Jack Sparrow e Barbossa, bem como Davy Jones, foram criteriosamente inseridos de maneira a resguardar o que fez com que a atração original se tornasse a favorita absoluta entre os visitantes do parque… com a esperança, é claro, de que o segundo filme iria, pelo menos, equiparar-se ao primeiro em popularidade.

Mas nem mesmo Bruckheimer, Verbinski ou os estúdios Walt Disney foram capazes de prever o que aconteceria quando o segundo filme da trilogia, Piratas do Caribe: O Baú da Morte (Pirates of the Caribbean: Dead Man’s Chest), estreou em 7 de julho de 2006. O espírito do tempo é uma entidade misteriosa e Piratas obviamente se conectou diretamente em seu circuito, pois O Baú da Morte (Dead Man’s Chest) se tornou um fenômeno cultural instantâneo. No final de semana de estréia, o filme bateu todos os recordes de bilheteria norte-americana, acumulando impressionantes US$135.745.219, ultrapassando o anterior campeão de 2002, O Homem Aranha (Spider-Man), em mais de US$20 milhões. Grande Vitória dos "Bruckaneiros", exclamava a manchete do periódico de Hollywood, Daily Variety, em seu estilo editorial característico, destacando que os números dos três primeiros dias superavam até o atual recorde do fim de semana de quatro dias... e que a sexta-feira totalizou US$55,5 milhões, estabelecendo um novo marco para o melhor resultado de um único dia… e que até sábado, a receita bruta de US$100,2 milhões foi a maior já registrada para um período de dois dias, o que significou que O Baú da Morte (Dead Man’s Chest) foi o primeiro filme da história da indústria cinematográfica a quebrar a sagrada marca dos US$100 milhões em 48 horas. A essa altura, o filme recebeu o status de evento de primeira grandeza, como foi evidenciado pela legião de fãs que varreu o quadro demográfico e esperou nas filas durante horas, muitos levando acessórios de pirata, outros detalhadamente trajados dos pés à cabeça, mais parecendo personagens saídos diretamente do set de filmagem.

Ao final do segundo fim de semana, O Baú da Morte (Dead Man’s Chest) havia ultrapassado a marca de US$200 milhões em seu oitavo dia de lançamento - outro recorde esmagador - totalizando US$258,2 milhões em apenas dez dias, com US$125 milhões adicionais em 24 países fora dos Estados Unidos e Canadá. Toda e qualquer dúvida que porventura ainda pairasse com relação à carreira de Piratas foi deixada de lado no terceiro fim de semana de O Baú da Morte (Dead Man’s Chest), quando o filme deixou para trás quatro novos lançamentos de primeira grandeza e se tornou o filme que mais rapidamente ultrapassou a marca de US$300 milhões nos mercados norte-americano e canadense da história da indústria cinematográfica (e bateu a marca milionária de US$305 milhões de A Maldição do Pérola Negra). No mercado internacional, onde abriu em 11 novos territórios, a história se repetiu, continuamente. Primeiro colocado em todos os lugares. Longas filas de Tóquio a Mumbai até Varsóvia e por aí vai. Até setembro de 2006, O Baú da Morte (Dead Man’s Chest) tornou-se tão somente o terceiro integrante do clube dos bilionários e ainda se tornou, internacionalmente, o terceiro filme de maior faturamento bruto da história da indústria cinematográfica. O público havia se pronunciado, e de forma bem clara, em todo o mundo. O filme também foi honrado com quatro indicações ao prêmio da Academia® e John Knoll, Charles Gibson, Hal Hickel e Allen Hall ganharam o Oscar® na categoria de Melhor Efeito Visual.

Todos os cineastas sabiam que o público, apesar de ter ficado empolgado com os dois primeiros filmes, iria, sem sombra de dúvida, atrás de um fator "surpresa" no terceiro filme. E eles estavam inteiramente preparados para corresponder às expectativas. “Nós queríamos contar uma história que fosse uma batalha épica entre a liberdade e o conformismo”, diz o produtor executivo Mike Stenson. “Uma questão fundamental do filme é: 'por que deveríamos gostar de piratas?' Isso de fato nos remete ao sentimento infantil de querer ser um pirata... de querer fazer algo relativo à liberdade, à ausência de regras, e não ter que lidar com autoridade. Conforme vamos crescendo, temos que lidar com mais e mais questões que envolvem autoridade e conformismo… mas isso não significa que em uma noite de sexta-feira você não queira deixar o terno e a gravata de lado e passar algumas horas experimentando aquela versão mais sombria, independente e fanfarrona de você mesmo. Que é o que eu acho que traz à tona a paixão das pessoas por esses filmes.”
“O primeiro filme não ficou nem na lista preliminar dos dez mais do verão”, acrescenta o produtor executivo Chad Oman da Jerry Bruckheimer Films. “Então O Baú da Morte (Dead Man's Chest) faturou o dobro do que esperávamos, o que foi bastante surpreendente. O problema é nos dar conta, depois das comemorações, do que realmente teríamos que fazer em No Fim do Mundo (At World's End).’” “De certa forma, o aspecto mais prazeroso de Piratas é que ele se tornou um tipo de fenômeno cultural que platéias de todo o mundo receberam com muito carinho”, diz o produtor executivo Bruce Hendricks. “É preciso dar crédito a Jerry, Gore, Ted e Terry e Johnny e a todo o elenco por isso. O filme mudou para sempre a abordagem do gênero pirata, que estava praticamente morto. Agora ele foi re-inventado, independentemente do fato de nós - ou qualquer outra pessoa - fazermos ou não mais filmes de pirata, existe um modo diferente de se olhar para esses filmes atualmente. ”

Depois do enorme sucesso de bilheteria de O Baú da Morte (Dead Man’s Chest) em todo o mundo, os astros do filme ainda estavam processando seu impacto. “Sabe, foi chocante”, admite Johnny Depp. “Eu ainda estou meio atordoado com o fato de tantas pessoas de tantos cantos do planeta terem recebido tão bem os filmes e o capitão Jack, e de várias formas meio que se apropriaram do personagem. Nunca me aconteceu nada nem parecido com isso antes, mas o que aconteceu com Piratas não aconteceu com muita gente. É muito, muito comovente e emocionante, a idéia de que as pessoas sintam uma ligação tão forte com o capitão Jack. Quer dizer, ver essas criancinhas vestidas como o personagem, falando como ele. É simplesmente incrível”, confessa o ator.

Depp ficou entusiasmado de continuar a desenvolver a jornada do capitão Jack em No Fim do Mundo (At World’s End). “Quando vimos Jack pela última vez em O Baú da Morte (Dead Man's Chest)”, segue explicando Depp: “ele estava se debatendo na boca do Kraken, e quando nós o vemos novamente em No Fim do Mundo (At the World's End), ele está nos Domínios de Davy Jones, que é um conceito de além-purgatório, uma espécie de inferno em que ele se vê cercado por ele mesmo. Achei realmente brilhante a idéia de levar esse cara para lá e não obrigá-lo a encarar seus demônios, mas sim as várias facetas de sua própria personalidade.” “É uma idéia interessante o fato de Jack Sparrow ter um momento de honestidade que muito provavelmente pode ser a sua destruição”, acrescenta o roteirista Ted Elliott. “Ele diz isso no primeiro filme - na verdade acontece no segundo filme -, e neste terceiro filme Jack diz: 'Olha, eu desisti dessa história toda de ter um lado honesto porque todos nós vimos para onde esse lado me levou.' Esta se torna a batalha de Jack ao longo da jornada… o que você está disposto a fazer para conseguir o que quer?”
“Johnny Depp é um ator muito surpreendente, singular e nem um pouco convencional”, acrescenta Jerry Bruckheimer, “que cria personagens originais memoráveis pelos quais o público simplesmente se apaixona. O capitão Jack era algo diferente de tudo que o público já havia visto nas telas, um personagem bêbado e fanfarrão muitas vezes quase incapaz de se manter de pé, mas tão esperto e inteligente que invariavelmente leva vantagem sobre todos que o cercam. E Johnny faz isso em todos os filmes. Esteja ele interpretando Willy Wonka em A Fantástica Fábrica de Chocolate (Charlie and the Chocolate Factory), J.M. Barrie em Em Busca da Terra do Nunca (Finding Neverland) ou Donnie Brasco, ele cria algo tão indelével que fica muito difícil de entender como ele cria essa mágica.”

Geoffrey Rush, fã declarado dos três filmes, ficou realmente encantado com a oportunidade de mais uma vez se transformar no capitão Barbossa. “Eu sempre achei que O Baú da Morte (Dead Man’s Chest) e At World’s End (No Fim do Mundo) fossem na verdade um único grande filme, com um intervalo instigante entre eles”, observa Rush, que segue contando: “Eu digo isso de forma bem egoísta, porque eu não faço nada no segundo filme. Eu estou morto. Mas tenho uma fantástica aparição no fim do filme. No Fim do Mundo (At World’s End) galvaniza 15 tramas principais que foram sendo pinceladas ao longo do primeiro e do segundo filmes e meio que as resgata. “Há uma mudança na personalidade de Barbossa no terceiro filme”, continua Rush. “Eu acho que em No Baú da Morte (Dead Man's Chest), Davy Jones se torna o vilão ou a força maligna no centro do filme por Barbossa estar ausente. Quando ele ressurge, na verdade ele retorna como uma espécie de político - o que é ótimo para mim porque isso acabou significando que eu não tinha que fazer as mesmas coisas, e nem trilharia a mesma linha dramática como fiz no primeiro filme, que foi principalmente rivalizar com Jack. Quer dizer, isso certamente ainda está presente, mas meu trabalho em No Fim do Mundo (At World's End) é garantir que a verdadeira herança romântica dos piratas, como uma fraternidade errante no mar, mantenha sua identidade contra esse cruel mundo corporativo da Companhia das Índias Orientais que quer acabar com eles. Então eu me tornei um grande manipulador e acho que as conhecidas características de Barbossa de trair e forçar as pessoas a fazerem coisas que elas não querem fazer, é o modo como ele age.” “Nós todos continuamos nos mesmos personagens”, acrescenta Orlando Bloom, “mas, felizmente, eles se desenvolvem neste terceiro filme. Will Turner definitivamente mostra mais algumas facetas. No segundo filme, o grande conflito de Will é a escolha entre seu pai e seu amor por Elizabeth. Ele não só quer o bolo, mas também quer comê-lo. Ele quer resgatar seu pai Bootstrap Bill e também quer ficar com a garota que ama, mas as duas coisas são opostas e incompatíveis. “Quando No Fim do Mundo (At the World's End) começa”, segue contando Bloom: “Will adotou o código pirata que ele tanto repudiava no começo de A Maldição do Pérola Negra (The Curse of the Black Pearl), visando seus próprios propósitos. Foi feita uma promessa de que ele salvaria a vida de seu pai e Will tentará e fará tudo que puder para cumprir a promessa, não se esquecendo de que ele ainda ama Elizabeth e que quer tê-la de volta em sua vida. O terceiro filme revela a verdadeira natureza de todos os personagens e é ótimo embarcar em uma jornada com Will na qual você não está bem certo a direção que ele irá tomar.” “Elizabeth sente uma certa dose de culpa por ter entregado Jack para o Kraken no final de O Baú da Morte (Dead Man's Chest)”, diz Keira Knightley, sobre seu personagem cada vez mais determinado e seguro de si, “mas acho que foi algo que tinha que ser feito naquele momento." Mas aí ela descobre que, na verdade, o que eles realmente precisam fazer é salvá-lo. Neste ponto da história, Elizabeth é certamente bem mais do que a garota que era apenas uma mera espectadora. Foi maravilhoso interpretar uma garota forte e interessante e que não tem medo de encarar uma briga.” “Keira se tornou uma mulher ao longo da realização desses três filmes", observa Jerry Bruckheimer, “e Elizabeth é um personagem extremamente astuto. Ela começa como a filha mimada de um governador rico e, ao longo da história, torna-se uma mulher que rompe padrões sociais e se transforma em uma lutadora tão feroz e competitiva quanto Will e o capitão Jack.”

Bill Nighy também ficou muito satisfeito em levar mais além o personagem Davy Jones no terceiro filme, e também de inserir no malvado personagem uma farta dose perceptível de humanidade. “Davy agora está a serviço da Companhia das Índias Orientais e do lorde Cutler Beckett, com certeza a primeira vez em que está a serviço de alguém. Ele não é mais o livre lorde dos mares. Em No Fim do Mundo (At World's End), você vê como o amor e a traição destruiu a vida de Davy e arruinou sua existência. Tudo que ele queria é Calypso e agora quer esquecer essa terrível decepção amorosa. Ele sofre de maneira intensa. Davy é um amante, e está profundamente devastado pela perda dessa mulher. Pessoas como Davy que nunca, jamais se ligaram a alguém, quando se envolvem e perdem, padecem para todo o sempre. E, sabe, esses são homens perigosos, com certeza há profundos danos emocionais. É uma questão crucial na vida de Davy Jones o fato de que ele nunca vai se recuperar disso.” “Eu já vivi bastante com Gore e é uma vida muito agradável”, diz rindo, Stellan Skarsgård, que retorna como Bootstrap Bill, o pai amaldiçoado de Will Turner. “E é surpreendente porque quando se trabalha em uma produção grande como esta, você acha que trabalhar diante das câmeras será muito diferente dos filmes independentes que eu fiz anteriormente. Mas não é, porque há