…E
para No Fim do Mundo (At
World’s End) esse
começo foi em 6 de
abril de 2005, quando as
primeiras cenas do filme
foram rodadas no cenário
de Tortuga, construído
pelo desenhista de produção
Rick Heinrichs, em Wallilabou
Bay, na bela e paradisíaca
ilha de São Vicente,
dando ao pequenino país
a possibilidade de acolher
todos os filmes Piratas.
E, ironicamente, a seqüência
foi um dos momentos finais
do filme. É claro
que a filmagem dessa cena
foi feita simultaneamente
à filmagem de O Baú
da Morte (Dead Man's Chest),
e é uma dúvida
se o desafio de produzir
e dirigir não um,
mas dois filmes de escala
épica poderia ter
sido mais assustador para
Jerry Bruckheimer e Gore
Verbinski, as equipes de
produção e
o elenco. Mas a questão
foi que eles foram capazes,
e de ainda mais. “Sempre
que se faz um filme é
um desafio”, diz Bruckheimer.
“Mas quando você
tenta se preparar para fazer
dois filmes ao mesmo tempo,
torna-se um desafio sério.
Não se tem o tempo
de preparação
necessário para o
segundo filme, muito menos
para o primeiro.”
“Mas do ponto de vista
dos produtores”, continua
ele: “era o único
modo de fazer o segundo
e o terceiro filme Piratas.
Você tem Gore Verbinski,
que é um astro da
direção, baseado
no primeiro filme e em seus
outros trabalhos. Você
tem Johnny Depp, que já
é um astro há
anos, mas que conquistou
o grande público
em A Maldição
do Pérola Negra (The
Curse of the Black Pearl).
Você tem Orlando Bloom,
que floresceu mesmo antes
do primeiro Piratas e se
tornou um superastro depois
que o filme foi lançado.
E então você
tem Keira Knightley, que
merecidamente vem se tornando
uma jovem atriz fenomenal.
Para ter todos eles juntos
em dois filmes, caso fossem
feitos separadamente, seriam
três ou quatro anos
de intervalo entre os dois,
até que se conseguisse
combinar as diversas agendas
e se arrumasse tempo para
fazer todos os acordos e
tudo mais. Reservar o tempo
deles para dois filmes consecutivos,
assim como o de Gore e dos
roteiristas, Ted e Terry
– além de manter
o restante da equipe –
significou que este era
o único modo de se
fazer isso.”
Embora a maioria das filmagens
em São Vincent e
na outra locação
em Dominica, ter sido para
O Baú da Morte (Dead
Man’s Chest), Verbinski
também tirou proveito
do exotismo das paisagens
para certas seqüências
de No Fim do Mundo (At World's
End). Um comboio de veículos
da produção
passou por estradas apenas
construídas pela
metade ou parcialmente construídas
para ter acesso à
praia Black Point em São
Vincente, uma faixa espetacular
de areia com ondas encrespadas.
Em Dominica, foram feitas
as primeiras cenas rodadas
no Pérola Negra redesenhado
e reconstruído –
que já havia navegado
quase 2.000 milhas náuticas
desde Steiner Shipyard em
Bayou La Batre, no Alabama
– reunindo Johnny
Depp e Geoffrey Rush com
seu antigo inimigo, capitão
Barbossa. Em Dominica, em
Capucine Point, vemos o
Pérola Negra e seus
passageiros se aproximando
da Ilha dos Náufragos,
um dos cenários mais
espetaculares de No Fim
do Mundo (At World’s
End).
Apesar de vermos menos de
São Vicente e de
Dominica em No Fim do Mundo
(At World’s End) do
que em O Baú da Morte
(Dead Man’s Chest),
o produtor executivo Eric
McLeod enfatiza que “no
final das contas, tecnicamente,
este filme foi rodado em
mais lugares do que O Baú
da Morte (Dead Man’s
Chest). Além de São
Vicente, Dominica, Exumas
e da Ilha de Grand Bahama,
No Fim do Mundo (At World’s
End) também foi filmado
em diferentes locais no
sul e no centro da Califórnia,
além do Havaí;
e a segunda unidade filmou
na Groenlândia e em
Niagara Falls. Gore quer
levar o público em
uma jornada a lugares em
que ele mesmo nunca esteve
antes.”
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